Eleição para a diretoria do Sintracom

Aconteceu nesta sexta-feira (24/10) mais uma eleição para a diretoria do Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e do Mobiliário de São Bernardo e Diadema) e o pleito reconduz Claudio Bernardo o Claudinho, e sua diretoria para mais um mandato à frente da entidade sindical de trabalhadores mais antiga do ABC, com 92 anos. Com 1.027 votos computados para a Chapa 1, 22 em branco e nenhum voto nulo, a eleição ocorreu sem nenhum incidente e, segundo o cabeça da chapa, o pleito demonstra a união da categoria e a aprovação do trabalho da diretoria reeleita.
Como metas, o sindicalista reeleito diz que pretende continuar fazendo o sindicato representativo e ampliar as conquistas para o trabalhador. O desafio maior é despertar mais o interesse do jovem para atuar na construção civil e o estímulo à formação de mão de obra, que anda escassa nessa área.
“Ficamos impressionados pelo apoio e por não termos nenhum voto nulo. A responsabilidade é grande ser eleito e reeleito para o sindicato mais antigo do ABC e com tanta história”, diz Claudinho.
“Eu vou assumir o próximo mandato com o compromisso de fazer um trabalho ainda melhor; buscar o aumento real para os trabalhadores e novos benefícios, como o que conquistamos este ano em várias empresas, que foi a cesta natalina. Nunca os trabalhadores tiveram a cesta de natal assegurada”, diz Claudinho que começou aos 20 anos no Sintracom e hoje está com 46. “São 26 anos de bagagem, já posso até dar aula de sindicalismo”, brinca o presidente que de fato palestrou para estudantes este mês, sobre a importância da legislação trabalhista e da organização sindical para garantir os direitos dos trabalhadores”.
Desafios
Para Claudinho, na área do mobiliário, o setor enfraqueceu, as poucas empresas que ainda resistem, apenas vendem os móveis, que chegam de outras partes do país, o que fez esse ramo encolher muito nas últimas décadas. “Continuam vindo móveis de fora e são vendidos na rua Jurubatuba como fabricação própria. Fora da nossa região os salários são menores, e também os benefícios, com isso o móvel lá tem um custo menor de produção, e as empresas que visam lucro preferem trazer de fora do que fabricar aqui”.
Já na área da construção civil, que é o setor que hoje mais emprega, na base do Sintracom, o desafio é a formação de mão de obra e fazer com que o jovem se interesse pela área, que pode, conforme a especialização do trabalhador, pagar salários melhores. “Eu tenho seis tios pedreiros e nenhum dos filhos deles seguiu a profissão”, relata o líder sindical. Segundo Claudinho há uma visão desta profissão que hoje não é mais realidade. “Há muita tecnologia nas obras de hoje, o trabalhador não sofre tanto como era antes, apesar de ainda ser a profissão que mais mata pelos acidentes de trabalho”, aponta. A preocupação com a escassez de mão de obra nos canteiros já vem sendo abordada também por empresários e representantes do setor patronal da construção civil.
Colocados esses desafios, Claudinho prevê que o trabalho do sindicato será primordial para mudar essas realidades. “Eu reassumo o compromisso de lutar na linha de frente e defender de forma incansável o trabalhador e buscar a melhoria das condições de trabalho e de qualidade de vida para ele e sua família”, completa Claudio Bernardo.
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